22 de mar de 2012

não se afobe não


[ texto escrito no dia 19 de março, segunda-feira. Não postei no mesmo dia porque dormi em cima do notebook, enquanto escrevia o texto ]



O dia de hoje foi puxado. almocei [e/ou jantei] às 18h30. são quase 1h da manhã e não consigo dormir [e já cheguei a recorrer ao elixir do sono: uma latinha de Skol ], Mas só nada.
Acho que ainda tô sob efeito do impacto de 10 dias de presença familiar [leia-se: faltei as aulas de inglês, comi todas as unhas da mão na ansiedade de chegar cedo em casa todos os dias, tentava me manter acordada o máximo de tempo para poder aproveitar a companhia da mãe e da madrinha].

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Há uns 2 domingos atrás, disse algumas palavras que só me fizeram perceber o impacto que elas tiveram depois que vi a reação no rosto de quem as escutava. "desde que vim pra cá, percebo que o destino, Deus, ou qualquer força superior do universo me mostra que tudo tem muito mais importância e impacto do que eu imaginava. essa força se mostra sempre", foi o que eu disse. E foi isso que aconteceu, mais uma vez.

Na primeira noite que minha mãe e madrinha passaram aqui, Briguei com as duas [elas haviam comprado liquidificador, cafeteira e talheres para o apartamento, e eu, em um súbito de orgulho mesquinho, ralhei com as duas dizendo que não havia necessidade daquilo].
No que deu? Chorei a noite toda, baixinho [ para que elas não ouvissem ], de culpa.
Aprendi. Peguei na cara.

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No decorrer da semana, recebi um twitt da Amanda, que indicava um concurso da Gol que sorteava um par de ingressos para o show do Chico Buarque. Cheia de sono e no embalo do "vamo ver no que dá", resolvi participar e enviei um texto. E não foi que eu ganhei? E mais: o concurso tinha como prêmio um par de ingressos para o show que ocorreria no sábado (um dia antes da minha mãe retornar à Teresina). Emoção demais, minha gente. Mas ainda não acabou: felicidade foi ver a reação da minha mãe ao perceber que sentaríamos na segunda fileira de mesas [ Gol, meus parabéns. isso sim é que é prêmio de responsa! ]




Emoção demais, minha gente. E mamãe repetindo “quem diria que eu iria assistir à um show do Chico, e ainda mais assim, aqui, desse jeito. Obrigada, minha filha”.

Depois tem gente que não entende porque eu me tornei uma manteiga derretida desde que vim morar em São Paulo.

Durante o show, imaginava as pessoas que deveriam estar ali [Ana, Amanda, Lorena, Aline, Sânmya, Luana, Camila ], dos amores que tive, do futuro do hoje, de como seria a vida do Chico quando ele escreveu tanta coisa linda.

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Mas aí que chegou o Domingo e o dia de retorno da mãe e da madrinha. Fui ao aeroporto deixa-las. Depois de algumas voltas, “as entreguei” em frente ao portão de embarque. No abraço de despedida, fiquei tensa (primeiro, porque não sabia/sei quando será o próximo abraço; e segundo, porque não queria que elas me vissem com os olhos cheios d’água) e acabei por abraçar as duas bem rápido e sair correndo.

Atravessei todo o saguão do aeroporto, esperei o ônibus e voltei para a Bela Cintra (enxugando as lágrimas que restaram por baixo dos óculos escuros, por todo o caminho de 2 horas). Lorena (que foi deixar o Dan em São Carlos) já me esperava e assim, conseguiu me salvar de uma terrível depressão pós-visita-de-mãe. Mais uma vez, mais alegria. Papo em dia, caminhada leve, Paçoca no jantar. [ obrigada, Loris ]

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Acontece na segunda eu acordei às 7h20 e, ao inverso do que já vinha sendo costume nos 10 dias anteriores, não vi minha mãe dobrando o cobertor ou aplicando o protetor solar no rosto.

Aí fui tomar meu banho, para ver se eu acordava e dava de cara com a real rotina.


Que vida louca, meus amigos.




2 comentários:

Juliana Bastos disse...

Louca e maravilhosa.
Morar sozinha, né, Paulétch. Não tem saída, é o momento pra começar a se conhecer, caso ainda não tenha. Dói um tanto no começo, mas depois é um deleite...

Um abraço e um beijo!

sanmya disse...

eita, semana q vem sou eu.